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O Centro de Controle de Zoonoses lançou novo alerta sobre a situação da leishmaniose em cães de Florianópolis e promove ações de prevenção e tratamento nos bairros mais afetados.

A população da Costa da Lagoa será a próxima a receber a visita dos técnicos, quarta-feir, 23, em mutirão que percorrerá a região dos pontos 4 ao 14, de barco, coletando exames e distribuindo pipetas repelentes.

O cão é o principal reservatório da Leishmania na área urbana. Neste animal o parasita se instala e permanece viável durante toda a sua vida, transmitindo a doença com a ajuda do mosquito vetor. Entre os possíveis sintomas de contaminação estão emagrecimento excessivo, queda de pelos na região dos olhos e das orelhas, acompanhada ou não de sangramento, conjuntivite, feridas e crescimento anormal das unhas. Quem tem cães que apresentam alguns desses sintomas deve procurar a equipe do Centro de Controle de Zoonoses de Florianópolis.

Nos seres humanos, os sintomas incluem febre, cansaço muscular, perda de apetite, emagrecimento e aumento do volume abdominal. A ocorrência da doença é crescente em vários estados do país, causando óbitos principalmente em crianças e adultos com baixa imunidade. Em Florianópolis, inicialmente, sua ocorrência estava limitada a casos localizados no entorno da Lagoa da Conceição. No entanto, atualmente encontra-se em franca expansão para outras áreas e bairros da cidade. Hoje a doença encontra-se distribuída em 28 bairros da Capital – a maioria na Lagoa, Canto da Lagoa, Costa da Lagoa, Pantanal e Córrego Grande.

O uso de coleiras repelentes, a vacinação e manter o espaço doméstico limpo são medidas que ajudam a evitar a doença. A leishmaniose é detectada por meio de testes laboratoriais. Desde 2010, o CCZ já investigou mais de sete mil cães. Não há tratamento para a doença em animais. Nesse caso, a eutanásia é a única solução apontada pelo Ministério da Saúde para evitar a transmissão para seres humanos.

Até agora, não foram registrados casos autóctones em pessoas na Capital, mas a doença está amplamente distribuída no mundo, incluindo o Brasil, em especial na região Nordeste. A zoonose tem evolução crônica e, se não tratada em humanos, pode levar à morte.

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