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Uma comitiva com membros do projeto de cooperação técnica PROMOB-e, executado pelo Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, em parceria com o governo alemão, participou de uma visita técnica pelo corredor elétrico entre Curitiba (PR) e Florianópolis (SC), nos dias 6 a 9 de novembro. Os especialistas comprovaram, na prática, a possibilidade de um motorista percorrer o trecho de aproximadamente 300 quilômetros com abastecimento exclusivamente elétrico.

“Esse levantamento serviu para avaliarmos como seria o deslocamento na percepção do usuário. Verificamos que os eletropostos estão instalados e operacionais, funcionando de acordo com a resolução 0819/2018 estabelecida pela Aneel”, avalia o especialista em Regulação da Aneel, Antonio Carlos Marques de Araujo. Ele considerou uma surpresa positiva encontrar a estrutura de recarga sem depredação, com os eletropostos bem sinalizados e montados em locais onde há cuidado com a manutenção. “Entendemos que a realização dessa missão foi benéfica, trouxe algumas lições e bastante informações, inclusive para a futura atualização da norma, em função da maior ou menor inserção de veículos elétricos no Brasil”.

O trecho viajado pelos técnicos em automóveis elétricos está entre os maiores já em operação no Brasil. A viagem iniciou em Curitiba no ponto de recarga da Copel, no dia 6/11, com paradas em Araquari, Blumenau e Porto Belo, em 7/11, até a chegada em Florianópolis, em 8/11, onde foi realizado um workshop sobre o projeto Eletroposto Celesc. Desenvolvido com recursos de P&D/Aneel em parceria com a Fundação Certi (UFSC), o corredor catarinense é formado por três postos de abastecimento rápido, com unidades em Florianópolis, Porto Belo e Araquari; além de quatro estações semirrápidas, localizadas em Joinville, Blumenau e nas sedes da Certi e da Celesc.

O projeto é uma iniciativa que visa estudar formas de otimizar o uso de energia, reduzir os custos de operação e os impactos dos carregamentos na rede elétrica. “Durante os estudos, os profissionais avaliam o desempenho do sistema afetado pelo abastecimento de veículos elétricos e projetam soluções para quando a tecnologia for utilizada em larga escala”, explica o gerente do Departamento de Engenharia e Planejamento da Celesc, Marco Aurélio Gianesini.

“Entre as ações propostas estão estratégias como o gerenciamento energético avançado e armazenamento de energia, contribuindo para o setor elétrico nacional”, complementa. Até o momento, a recarga de veículos elétricos nos estabelecimentos parceiros do projeto ocorre de forma gratuita, porém, o programa visa a implementação de um modelo de negócio ainda em estudo.

RECONHECIMENTO

O corredor elétrico da Celesc foi responsável pela conquista da categoria Controle da Poluição Atmosférica do 20º prêmio Fritz Müller, que a companhia recebeu na terça-feira (6/11), em Florianópolis. Concedido pelo Instituto do Meio Ambiente de Santa Catarina (IMA), este é o principal prêmio ambiental do estado destinado a empresas públicas e privadas que desenvolvam projetos e iniciativas que vão além da legislação ambiental e resultam em benefícios para a conservação do meio ambiente.

“O transporte elétrico reduz a emissão de gases poluentes, já que utiliza a chamada energia limpa. A Celesc incentiva a inserção de fontes renováveis de energia e a mobilidade elétrica, mas para torná-la uma realidade é preciso iniciar esse processo. Por isso, a Empresa vem desenvolvendo essa estrutura inicial de recarga”, explica o gerente do projeto, Thiago Jeremias.

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