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Nesta semana o deputado estadual, Dr. Vicente Caropreso (PSDB), protocolou um Projeto de Resolução que tem como proposta alterar o regimento interno da Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc), acrescentando dispositivos para criar a Comissão dos Direitos dos Idosos.

De acordo com o parlamentar, o Brasil não é mais um país de jovens. A ideia de um país jovem está perdendo espaço para a mais recente tendência mundial: o aumento do número de pessoas idosas e ativas na sociedade. “Aos poucos, a pirâmide etária brasileira vai se invertendo. Os índices de natalidade caíram, os avanços da medicina e claro, a melhoria da qualidade de vida em geral. O meu objetivo é acompanhar os planos e programas governamentais e fiscalizar os recursos destinados aos projetos e programas destinados aos idosos”.

Nos últimos 30 anos, a população idosa aumentou de forma significativa. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a população com 60 anos ou mais de idade passou de 14,2 milhões, em 2000, para 19,6 milhões, em 2010, devendo atingir 41,5 milhões, em 2030, e 73,5 milhões, em 2060.

A expectativa de vida dos brasileiros aumentou, segundo o IBGE. Em 2017, a média de vida de um cidadão brasileiro é de 75 anos. As brasileiras vivem, em média, 78 anos em comparação com 72 dos homens. Santa Catarina tem a maior expectativa de vida de todos os estados brasileiros. “Exatamente isso me motivou a criar essa comissão, pois a média aqui no estado é de 79,1 anos (acima da média nacional que é de 75,8)” informou Caropreso.

Ele ainda ressalta que a sociedade, os orgãos públicos, as entidades civis e sociais têm que voltar o olhar à pessoa idosa, enxergando como uma camada da população que necessita conhecer seus direitos, para exercê-los e reivindicá-los. A ideia é de criar a comissão permanente dos direitos dos idosos no âmbito da Alesc, desvinculando esse tema da Comissão dos Direitos Humanos.

Além disso, Caropreso também enalteceu sobre as condições sociais, econômicas e epidemiológicas típicas desse grupo da sociedade, “Isso desafia o Estado a fortalecer as políticas públicas existentes, além de criar novas políticas que possam atender às necessidades e implementar os direitos da pessoa idosa. Tudo isso com o objetivo de proporcionar qualidade de vida a essa camada que cresce significativamente” concluiu.

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