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    Discussão sobre Eletrosul chega à mesa do presidente na próxima semana

    Deputado Peninha solicitou o encontro e ministro Onyx se comprometeu com a agenda do Fórum Parlamentar Catarinense

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    O Coordenador do Fórum Parlamentar Catarinense (FPC), deputado Rogério Peninha Mendonça (MDB), pediu ao ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, agilidade na agenda com o presidente Bolsonaro para discutir a fusão da Eletrosul com a empresa gaúcha CGTEE. O pedido foi feito na manhã desta quarta-feira, dia 15, durante café da manhã promovido pela Acaert – Associação Catarinense das Emissoras de Rádio e Televisão. 

    “Já tivemos audiência com o Ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, realizamos uma audiência pública na Alesc e agora vamos ao presidente. É importante que se diga: nós não vamos abrir mão do CNPJ, do nome e também da permanência da sede em Santa Catarina”, sentenciou o coordenador. 

    A bancada catarinense briga para evitar que a Eletrosul seja incorporada à empresa gaúcha CGTEE – Companhia de Geração Térmica de Energia Elétrica. Se isso acontecer, a sede passará a ser em Candiota/RS, e Santa Catarina pode perder anualmente até R$ 60 milhões do Fundo de Participação dos Estados. Os parlamentares argumentam que o patrimônio líquido da empresa gaúcha é negativo em mais de R$ 4 bilhões, enquanto o da Eletrosul é positivo em mais de R$ 6 bilhões. 

    “A Eletrosul tem 1,2 mil empregados com lucro líquido de R$ 207 milhões, enquanto a CGTEE tem 350 funcionários, e pior, encerrou 2018 com prejuízo de R$ 562 milhões. É a empresa maior, sendo incorporada pela menor. Basta olhar para estes números para ver que a incorporação neste formato é inconcebível”, concluiu Peninha. 

    A expectativa é que o encontro entre os membros do FPC, o Ministro da Casa Civil e o presidente Jair Bolsonaro, para definir o futuro da única estatal federal com sede em Santa Catarina, aconteça na próxima semana. 


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